20 de janeiro de 2012

Vou falar-te baixinho, porque quando não queremos que nos oiçam é assim que fazemos. E eu... não quero que me oiçam. Sabes, eu tenho medo. Do quê perguntas tu, oh eu tenho medo de voltar a ficar para trás. De voltar a passar noites seguidas a pensar no mesmo. De voltares a esqueceres-te de mim e de nem sequer me dirigires a palavra. Tenho muito medo. E é normal, não é? Tu deixaste-me na merda. Passei 6 meses, meio ano sem ouvir a tua voz direccionada para mim. Sem ter uma mensagem tua na minha caixa de entrada. É, eu chorei noites seguidas por isso. Chorei a pensar se me tinhas usado para esquecer aquela pessoa, sim tu sabes. Chorei a pensar se alguma vez me amas-te mesmo. Chorei com medo de nunca mais me diriges a palavra. Oh, eu amo-te mesmo. Ainda há dúvidas? Eu posso parecer arrogante, pode parecer que não gosto assim tanto de ti. Mas achas que não? Tu não tens mesmo noção do quanto eu te amo. E não, eu não quero mais ninguém. E sim, eu tenho os meus ciúmes e não são poucos, embora não os demonstre. Eu fazia o que fosse preciso por ti. Eu prometo-te tudo o que tu quiseres e cumpro, confia em mim. Oh, eu preocupo-me contigo e quero o teu bem. Eu quero que sejas feliz, ao meu lado ou não. Tu sabes disso. E eu vou estar aqui sempre para ti. Não te esqueças. E o meu coração, oh... esse é todo teu por isso vê lá o que lhe fazes. 

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