16 de janeiro de 2012

Sabe nunca pensei que um dia fosse escrever para si... até me sinto estranha e olhe, nem sei como o deva tratar. Sei lá, pai da minha mãe? Pois, só se assim for. Eu respeito-o, mas mais do que isso não me peçam porque não o irei fazer. Nunca me ligou a desejar os parabéns uma vez que fosse, ou para perguntar como estava. Nunca se importou comigo, nem com a minha irmã. Quer dizer, nem com a sua filha. E imagino como ela se deve sentir desiludida, afinal é pai dela. E você não é meu avô, desculpe mas não é. Avô é o quem tem estado comigo desde sempre. E revolta-me. Sabe quantas vezes você me falou? Ah, uma. Vi-o uma vez. E não guardo nada de si. Só o abraço da única vez que meti os pés na sua casa e pode convencer-se que não o volto a fazer. E olhe, eu não lhe guardo rancor. Tem a sua vida, eu tenho a minha. E custa-me dizer, mas não me faz falta. Até mesmo porque quando falam da minha família eu não o incluo. Estranho? Não, para mim não. Mas sabe uma coisa... ficava-lhe muito bem pelo menos dar-me os parabéns. Mas imagino que nem saiba a que dia faço anos. É incrível e bem é com muita sinceridade que lhe digo que não me é nada. Oh, estava a precisar de falar disto. 

8 comentários:

  1. obrigada minha querida. e olha, isso que sentes com o teu avô, eu sinto com o meu pai... temos de ser fortes, não é?

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  2. Espero que a situação melhore, mas acredita que não estás sozinha querida :)

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  3. Sei bem o que isso é .. Nem se trata bem de rancor, apenas indiferença, não é?

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  4. oh princesa, não se dão ? :x avô é sempre aavô

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  5. fiquei sem palavras porque sinto o mesmo com a minha avó, ela simplesmente faz que não me conhece e só quer saber dos outros netos :X
    É triste, mas é a realidade.

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  6. Seu blog é maneiro!!
    Adorei.. seguindo ele aki e te convido a conhecer o meu:
    http://belezaeatragedia.blogspot.com/
    Espero que goste,
    e me segue lá tbm, bjos!!

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