É madrugada, e eu estou aqui sentada ao computador a olhar para as nossas fotografias. Dói sabes. Dói passar a semana inteira longe de ti, sem sentir o teu cheiro, olhar nos teus olhos, tocar no teu corpo. Dói todos os dias mais um bocadinho. Custa todos os dias mais um bocadinho. Mas ao mesmo tempo sei que o nosso amor suporta esta distância e muito mais. Os meus olhos brilham cada vez que falo de ti. E brilham ainda mais quando falo de nós. Mesmo a quilómetros de distância a nossa ligação cresce todos os dias mais um bocadinho. A nossa força, a nossa esperança, a nossa persistência. Ninguém acreditava, e olha para nós, este mês completamos trezentos e sessenta e cinco dias de felicidade. De carinho, de amor. Sim, de amor e de um amor mais forte do que até nós acreditámos um dia. E sabes uma coisa... Só se o destino não permitir é que eu não vou ficar amarrada a ti para sempre. Não consigo deitar-me sem te desejar uma boa noite e não consigo acordar sem te desejar um bom dia. Só que sabes, aqui baixinho que ninguém nos ouve: Quem me dera desejar-te todos os dias boa noite ao ouvido, e acordar-te de manhã com beijinhos de bom dia. É de madrugada, e a Lua está tão bonita... Vai à janela do teu quarto, e olha para a Lua, é lá que nos encontramos. Porque seja em que parte do Mundo for, a Lua é sempre a mesma. Já é quarta-feira, já só faltam dois dias para estares de volta a casa. Para estares de volta a mim.
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