28 de fevereiro de 2014

Hoje poderia escrever-te de coração aberto, mas isso iria contra tudo o que hoje sinto em relação a ti e a tudo o que sinto que hoje te posso transmitir. Porque tenho vontade de tudo, menos de me abrir a ti. Quero expulsar-te da minha vida, como se tu estivesses à beira de um precipício e eu te desse um pontapé para caíres por ali a baixo. Mas não matar-te da minha vida. Eu sei que não entendes, porque também sei que ninguém entende. Mas eu só queria não me lembrar de ti. Porque hoje, tudo o que de mal se pode sentir por alguém... Eu sinto por ti. Porque tentas-te matar o nosso amor da pior maneira. Tentas-te acabar com algo inacabável, porque só nós sabemos como acabou aquele final de tarde. Porque a única coisa que acabou ali foi o nosso tempo e a tarde que depressa virou noite. E ali ficámos, ainda hoje se passares por lá... Estamos naquele banco sentados. Porque nós de uma ou de outra forma, nunca nos separámos. E eu, hoje olho-te com raiva, com dor. Hoje tento não olhar-te, para não me lembrar. Porque se te olho, dói-me o coração. Tu foste o meu maior erro, porque depositei tudo o que não devia em ti, todo o amor que tinha e que temo não voltar a ter. Mas depois... Oh, depois foste a minha maior verdade.

8 comentários:

nuvens de palavras