17 de fevereiro de 2013

Consigo até dizer que chego a ter saudades tuas. Ou se calhar era só o hábito de te ter comigo e agora não, chamem-lhe o que quiserem. Também não sei bem o que é, mas sinto falta... aos sábados à tarde e às sextas e noite. Porque é assim, sempre foi e agora deixou de ser. Porque me fazes falta, mesmo sem dares por isso. Porque para quem passava dias inteiros juntas, e depois de um segundo para o outro essas mesmas coisas desaparecem, consegue abrir uma ferida pequenina, mas que dói como se fosse enorme. É que sabes? Nós fizemos uma promessa, e eu tencionava que a levássemos até à cova, como nós costumamos dizer. Era para o bem e para o mal, alegria e tristeza. E arrisco-me a proferir que a tua parte está a falhar. Não te culpo, ou se calhar só um bocadinho, mas não te condeno. Só que, sinto falta. Nem que seja de te ligar para te contar o meu dia, ou para dizer a mais pequena parvoíce, como era costume. Mas não digo que não estejas lá, que não me oiças e que não me aconchegues a alma quando preciso, porque sei que o farias, que prestarias atenção aos meus problemas e que corrias do outro lado da cidade se estivesse mal, mas eu sinto que é diferente entendes? Porque já não somos as mesmas. E isso vai-me custando, todos os dias. É que sinto que já não consegues ser a mesma comigo, que já não somos só as duas. E eu sei, sei que não somos. Mas não te esqueças que estive sempre lá, e que não te abandonaria. Eu já disse, eu só sinto falta. Todos os dias.

2 comentários:

  1. isto também me aconteceu.. como entendo o que queres dizer com isto tudo !

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  2. Custa mesmo, eu já fiz as pazes depois de 2 anos cheios de odio mas ao mesmo tempo com saudades, e preocupação não posso negar que não tinha saudades dela, mas agora mesmo com as pazes feitas nada está igual parecemos estranhas!

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