13 de maio de 2012

Como se fosse fácil deixar de pensar em ti. Como se fosse fácil esquecer-me das minhas promessas para contigo. Como se fosse fácil andar por aí sem te falar. Como se me passasses ao lado. Não vou mentir. Não a mim mesma. Como se não me doesse aqui por entre os poros do corpo todo. Como se não me doessem os olhos de chorar e a garganta de tanto soluçar. Como se não me afectasse o coração o que passaste. Como se não me apetecesse fugir daqui e levar-te comigo. Como se não me custasse ver que há alguém que quase te ama tanto como eu um dia fui capaz de amar. Como se pudesse ouvir a tua voz e não tremer. Como se ver-te não me causasse algum transtorno. Como se esquecer-te fosse alguma hipótese. Como se não fosse a sítios que tu vais ainda para te ver. Como se não fosses a porcaria do grande amor da minha adolescência. Como se não fosse capaz de fazer uma loucura por ti. Como se não quisesse que as coisas fossem diferentes. Como se não me apetecesse ler mensagens tuas todos os dias. Como se não sentisse falta da tua preocupação para comigo. Como se não me apetecesse voltar a sentir os teus lábios nos meus, nem que fosse mais uma vez. Como se não sentisse falta dos teus braços a envolverem-me. Como se não gostasse de te ouvir a rir. Como se me fosses indiferente. Como se não me fizesse falta as nossas conversas silenciosas. Como se não fosses quase a maior parte de mim. Oh, como se tu soubesses disto tudo.

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